Ver o sol nascer dos picos centrais da Madeira é algo de que os hóspedes falam anos depois. Acima dos 1.500 metros olha-se muitas vezes para um manto de nuvens compacto, do qual só as cristas mais altas sobressaem, e a cor passa de cinza a laranja em poucos minutos.
É também a tour mais dependente das condições. As nuvens podem ficar em cima do pico em vez de por baixo, o vento pode tornar os miradouros desconfortáveis e a estrada da serra fecha por vezes. Acompanhamos a previsão, falamos consigo na véspera e não prometemos céu limpo nem um nascer do sol visível — honestamente, ninguém pode.
A parte prática importa: a recolha é bem antes da primeira luz e a hora exata varia ao longo do ano. À altitude faz frio em qualquer estação e o vento torna tudo mais frio, por isso um casaco a sério, calças compridas e calçado fechado fazem a diferença entre uma manhã memorável e uma manhã desconfortável. Uma lanterna ou a luz do telemóvel ajuda no miradouro. Depois do nascer do sol acrescentamos habitualmente outras paragens ou um troço de floresta na descida.